segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Culto em igreja doméstica é invadido por 60 agentes do governo


MARROCOS
No começo da tarde de 4 de fevereiro, autoridades marroquinas invadiram a casa de um cristão no distrito de Amizmiz, a 55 km de Marrakech.
Foram detidos 18 marroquinos e um norte-americano que estavam no local. Entre eles havia um bebê de 2 meses de idade e 3 crianças de até 4 anos.
Todos foram levados à delegacia e interrogados durante 14 horas – das 14 horas do dia 4 às 4 da manhã do dia 5.
Nesse período, eles foram fotografados e filmados com câmeras fotográficas, câmeras de vídeos e câmeras de celular.
O líder do grupo, que pediu anonimato, informou a Portas Abertas de que ficou surpreso com a quantidade de homens que invadiram o local. Havia cerca de 60 agentes de segurança, em mais de 15 carros.
O grupo era liderado por um coronel e dois capitães, além do cádi (chefe de distrito) de Amizmiz,o xeique (chefe do subdistrito) e o muqaddam (chefe local).
No ataque, confiscaram vários materiais, como Bíblias de uso pessoal, hinários, notebooks, celulares e câmeras digitais.
Após o interrogatório, o cidadão norte-americano foi deportado, tendo que deixar seu notebook com as autoridades marroquinas.
Perseguição a Igreja Marroquina:
É difícil esconder as atividades da Igreja, o evangelismo em especial, pois as pessoas vigiam umas às outras, e a polícia conta com uma rede de informantes. Se essas atividades da Igreja forem notadas, ou causarem influência social, deve esperar-se um contra-ataque.
A tendência fundamentalista muçulmana está crescendo, e exerce sua influência nas autoridades e na sociedade. Enquanto a Igreja se mantiver quieta, ela será tolerada. A partir do momento que tentar expandir suas atividades, por exemplo, evangelizando, ela será oprimida.
Um cristão fez o seguinte relato: “Quando olhamos para a Igreja marroquina, somos forçados a dizer que o número de marroquinos que fizeram uma decisão por Cristo é limitado. De uma população de milhões de pessoas, há apenas alguns milhares de cristãos. Não há permissão para que nos organizemos como uma verdadeira Igreja e temos de nos reunir em nossas casas. Além disso, há apenas algumas dezenas de igrejas em todo o país – com maior concentração nas áreas urbanas – e é difícil estabelecer um modelo de trabalho eficaz para a Igreja marroquina.
A liderança é fraca, e grande parte de nosso material nos chega ilegalmente. Quando a conversão de um muçulmano ao cristianismo se torna pública, a pressão para que renunciemos à fé cristã é intensa. Somos presos, espancados, e nos oferecem incentivos para que retornemos ao islamismo. Cristãos que pertenciam a grupos muçulmanos severos são os que mais têm problemas.
Demorou um século para a Igreja marroquina chegar ao lugar que está e, portanto, não esperamos um crescimento acelerado agora.”



Fonte: Missão Portas Abertas