segunda-feira, 1 de março de 2010

Rebeldes africanos são libertados pelo governo no Sudão

Cinquenta rebeldes da região de Darfur (Sudão) que haviam sido sentenciados à morte foram libertados pelo ministro da Justiça, Abdel-Basset Sabdarat, nesta quarta feira 24. No total, 57 rebeldes foram soltos, por ordem do presidente sudanês, Omar Bashir, como parte do acordo de trégua assinado na última terça-feira com o mais poderoso grupo rebelde de Darfur, o Movimento Justiça e Igualdade. Em contrapartida, o líder do grupo, Khalil Ibrahim disse que poderá libertar os soldados que mantém como reféns.

Apesar do governo do Sudão refutar as estimativas feitas pela ONU com relação ao número de mortos e fugitivos, a Organização indica que mais de 300 mil pessoas morreram e cerca de 2,7 milhões foram obrigadas a fugir em sete anos de conflito em Darfur. O início dessa onda de violência começou quando integrantes de tribos africanas da região pegaram em armas e rebelaram-se contra o governo.

As tribos denunciavam décadas de discriminação e negligência. O governo iniciou uma contrainsurgência e uma milícia árabe pró-Cartum cometeu atrocidades contra a comunidade africana. A ONU não considera esse conflito entre o governo e os rebeldes como o genocídio, embora o governo americano considere como tal. 

O Sudão ocupa a 30ª. posição na lista de classificação de países que mais perseguem cristãos. O Sudão é o maior país da África e localiza-se no centro-leste do continente. Seu território divide-se em duas regiões bem distintas: uma área desértica ao norte e uma área de savanas e florestas tropicais ao sul. O islã predomina no Norte, enquanto tradições tribais (animismo) e o cristianismo prevalecem no Sul.


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Fonte:
Yahoo News