domingo, 13 de junho de 2010

A Cruz de Cristo - Cristianismo ou Triunfalismo?


O cristianismo moderno não mais prioriza a cruz de Cristo (a mensagem da cruz), como centro de suas mensagens. Ademais, esse cristianismo é completamente omisso à Obra Redentora da cruz.

Percebe-se, no entanto, que muitos movimentos cristãos possuem uma crença totalmente deteriorada no tocante ao significado da cruz. Consequentemente, essa má interpretação alimenta a um cristianismo deficiente, apático, vazio e antropocêntrico, sem qualquer indício de transformação genuína. A  partir dai contribui-se as seguintes hipóteses:

Será que os líderes eclesiásticos conhecem o real sentido da Cruz de Cristo? Será que os pregadores se preocupam mais em ministrar mensagens triunfalistas e se despreocupam em apresentar a obra redentora do calvário, para o fortalecimento da fé? A Igreja aderiu à mensagem antropocêntrica devido ao pragmatismo existencial e ao crescimento constante da massa, esquecendo-se de que a Cruz de Cristo é a centralidade e fundamento do cristianismo?

A igreja contemporânea está abandonando a mensagem da cruz, isto é, está deixando de ser Cristocêntrica e mais antropocêntrica. Partindo deste pressuposto, a teologia pós-moderna tem assumido no tocante ao sofrimento e crucificação de Cristo, a deficiência exacerbada de uma teoria reducionista e superficial em relação ao verdadeiro sacrifício de Jesus.

Por conseguinte, bilhöes de pessoas sabem como Cristo morreu, mas elas não tem idéia dos fenômenos complexos que estavam presentes no cenário da cruz. A himatidrose, os açoites, a coroa, os pregos e o madeiro, não podem deixar o cristão indiferente à obra que Cristo fez em nosso favor.  Na realidade Ele suportou o que caberia a nós suportar.

Mas agora, a pergunta que se levanta é: o que é mais fácil para o pregador da Palavra nos dias de hoje; pregar mensagens que fere o orgulho do povo? ou pregar mensagens brandas, doces e triunfalistas? Logicamente se o pregador escolher a segunda opção, certamente terá as portas da igreja sempre aberta para ele. Mas se escolher a primeira opção dificilmente voltará a pregar na mesma igreja.

Hoje estamos encontrando pregadores, que suas mensagens não ferem o orgulho humano, mas sim pregadores "massagistas", suas mensagens massageam o égo dos ouvintes. Esta é uma tendência que está se propagando em nosso meio evangélico. Contudo, a ausência da cruz definitivamente deterioriza o cristianismo, formando indivíduos cada vez mais arrogantes e amantes de si mesmos.

O importante é ter a igreja cheia de indivíduos não regenerados, e poder assim, manipulá-los, apresentando-lhes uma mensagem materialista e fundamentando essas vidas "na areia" e não na rocha - a cruz de Cristo. Quando assoprarem os ventos da tribulação e  rios impetuosos de problemas impactarem essas vidas, grande será a queda e a decepção.   
                                                                                                                                                                  "E quem não toma a sua cruz e não segue após mim não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á". (Mateus 10.38,39).


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Publicado Por Elias Alves no Missões Peru