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segunda-feira, 29 de março de 2010

Cristãos enfrentam muitos obstáculos para pregar o evangelho no Uzbequistão

Ocupando a 10ª posição da Classificação de países por perseguição, a liberdade religiosa no Uzbequistão deteriorou-se durante o ano passado. A atmosfera ficou mais anti-protestante. Isso ficou evidente no aumento de invasões a cultos cristãos e no confisco de livros. Muitos cristãos foram presos e multados, líderes foram interrogados e sofreram abuso físico e mental em delegacias.

Parentes de cristãos usam o abuso físico para pressioná-los a se converter ao islamismo.

Outro sinal de mudança é o fato de as autoridades usarem os meios de comunicação para difamar os cristãos. Foi exibido um documentário na televisão, originalmente transmitido no maio de 2008, denominado “Nas garras da ignorância”. No filme, os cristãos são retratados de modo negativo, identificados com seitas e descritos como satanistas. Cristãos ativos na igreja foram acusados de drogar e dinheiro para atrair pessoas ao cristianismo. O programa também afirmou que a “seita protestante” tenta atrair crianças.

O documentário foi reprisado várias vezes, mais recentemente em setembro de 2009, e já foi lançado em DVD. O impacto foi intimidador, resultando em sentimentos anti-cristãos.

Apesar da perseguição, a Igreja no Uzbequistão continua a crescer. Muitos cristãos procuram formas de pregar o evangelho. Eles enfrentam muitos obstáculos – por exemplo, a pregação e o louvor na língua uzbeque são proibidos, e as comunidades não podem obter o registro. Sem ele, as reuniões são ilegais.


PEDIDOS DE ORAÇÃO

•    O governo controla a Igreja por meio da polícia secreta, solicitando o registro das congregações. Ore para que esse controle se suavize e para que a Igreja tenha mais liberdade e segurança para se reunir. 

•    Os líderes uzbeques que são evangelistas ativos geralmente recebem "convites" da polícia para serem interrogados. Ore pela segurança desses líderes, e também para que eles perseverem na fé em Cristo. 

•    A importação e a impressão de livros cristãos são atividades proibidas no país, mas a Igreja tem muita necessidade desse recurso. Ore para que haja abertura para a produção de material no país, e por maneiras criativas de suprir a Igreja enquanto houver opressão. 

•    Interceda pelas esposas dos líderes cristãos. Seus maridos estão sob pressão do governo e tiveram de se esconder. Suas famílias têm ficado abaladas com isso, e muitas esposas têm de lutar contra a depressão.


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Postado por Elias Alves no Missões Perú – Fonte: Portas Abertas

sexta-feira, 26 de março de 2010

Conselho de Direitos Humanos da ONU condena "islamofobia"

O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou, numa votação apertada nesta quinta-feira, uma resolução condenando medidas islamofóbicas. 

Cerca de 20 países votaram a favor da resolução chamada "Combatendo a Difamação das Religiões", proposta pelo Paquistão, enquanto 17 foram contra e oito se abstiveram. 

A legislação recebeu críticas dos Estados Unidos e da Uniao Europeia, que classificam as novas diretrizes como "instrumentos de divisão". 

Para a ONU, os recentes anúncios de proibição da construção de minaretes na Suíça, no fim do ano passado, e as campanhas contra mesquitas na Alemanha são exemplos de islamofobia, definida como "a discriminação étnica e religiosa das minorias muçulmanas". 

O texto sobre "a difamação de religiões" apresentado pelo Paquistão, em nome da Organização da Conferência Islâmica (OCI), recebeu 20 votos a favor, 17 contra e 47 abstenções. 

A União Europeia e os Estados Unidos se opuseram com firmeza à resolução qualificada de "instrumento de divisão". 

"A legislação internacional em matéria de direitos humanos já protege os indivíduos no exercício de sua liberdade religiosa ou de convicção", disse o embaixador francês Jean Baptiste Mattei em nome do bloco europeu. 

A votação incluiu debates sobre os conceitos de difamação e discriminação religiosa. Apesar de a maioria concordar que o Islã deve ser respeitado, houve temores de que as novas medidas sejam usadas como justificativas para restringir a liberdade de expressão, sobretudo em países ocidentais. 

Com France-Presse


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Postado por Elias Alves no Missões Perú – Fonte: Folha Online

quinta-feira, 25 de março de 2010

Paquistão: Cristão torturado morre após três dias no hospital

Faleceu ontem Arshed Masih (leia mais), de queimaduras graves em 80% do seu corpo, sofridas quando o cristão de 38 anos foi queimado por não se converter ao islamismo. O funeral do cristão, que morreu três dias depois do ataque, deve acontecer esta tarde, mas a família pediu “que fosse feita uma autópsia”. A comunidade cristã no Paquistão condenou firmemente o episódio e denuncia a lentidão do governo em punir os responsáveis.

No dia 19 de março, um grupo de extremistas muçulmanos queimou vivo Arshed Masih, um motorista empregado por um rico empresário em Rawalpindi. Sua esposa trabalhava como empregada no mesmo local, em frente a uma delegacia. Recentemente, surgiram discussões entre o empregador, Sheikh Mohammad Sultan, e o casal, por causa de sua fé cristã. Eles sofreram ameaças e intimidações para forçá-los a se converter ao islamismo.

Arshed Masih faleceu ontem, às 19h45, após três dias no hospital de Rawalpindi, província de Punjab. Sua esposa Martha Arshed foi abusada sexualmente pela polícia quando tentou denunciar a violência cometida contra seu marido. Os três filhos do casal foram forçados a testemunhar as agressões contra seus pais.

O funeral de Arshed será realizado nesta tarde, apesar das tensões permanentes na área. Testemunhas locais afirmam que “toda a família está em choque, e pede que seja realizada uma autópsia antes do enterro”. Muitas associações cristãs e ativistas de direitos humanos – como Life for All, Christian Progressive Movement, Pakistan Christian Congress e Protect Foundation Pakistan –  estão realizando protestos em frente ao hospital.

Ontem, o governo da província de Punjab bloqueou uma passeata de cristãos, sob o pretexto de “ameaça terrorista”. A comunidade local queria protestar contra a “recusa” da polícia em prender os culpados pelo crime.


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Publicado Por
Elias Alves – Fonte AsiaNews

quarta-feira, 24 de março de 2010

Igreja alemã confirma mais seis suspeitos de abuso; casos caem nos EUA

A diocese alemã de Regensburg, na Bavária, confirmou novas alegações de abuso sexual contra crianças supostamente cometidos por quatro padres e duas freiras, na última segunda-feira (22). O anúncio piora a imagem da Igreja Católica na Alemanha.

A diocese prometeu entregar qualquer prova concreta ao promotor público e suspender os suspeitos de abuso sexual.

"O trabalho das últimas duas semanas nos mostrou a grave injustiça cometida por membros do clero. Nossa simpatia vai para as vítimas desses crimes e suas famílias. Nós sentimos profundamente que o clero e os funcionários da igreja tenham feito isso a essas crianças e jovens e pedimos perdão", disse a diocese em comunicado.

Um dos padres mora em Regensburg, e a diocese dos três outros padres foram informadas das acusações, disse a Igreja. O comunicado afirma que as freiras sofrem de demência. A maioria dos incidentes teria ocorrido nos anos 1970, mas um foi em 1984.

As novas alegações seguem uma série de denúncias recentes de abuso físico e sexual cometidos na Alemanha, no coro da catedral de Regensburg, na escola do monastério beneditino em Ettal e na escola capuchinha em Burghausen.

O sacerdote Georg Ratzinger, irmão do papa Bento 16, que liderava os rapazes do coro da catedral de Regensburg, negou saber dos casos de abusos e foi inocentado.

Mais de 250 pessoas são acusadas de terem cometido abuso em escolas mantidas pela Igreja nas últimas décadas, segundo a mídia na Alemanha.


EFEITO CONTRÁRIO NOS EUA

Enquanto isso, nos Estados Unidos, um relatório divulgado nesta terça-feira pela igreja afirma que o número de vítimas e denúncias de abuso caíram em 2009, atingindo os índices mais baixos desde que os dados começaram a ser coletados, em 2004.

 O último relatório anual da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA identifica 398 acusações de abuso envolvendo religiosos de dioceses católicas em 2009, numa queda de 36% em relação a 2008. A maioria dos casos envolveu pré-adolescentes e adolescentes do sexo masculino e incidentes ocorridos há décadas.

Os números, no entanto, são incompletos, já que apenas 159 das 219 comunidades religiosas de homens participou da pesquisa.

David Clohessy, diretor nacional da SNAP (Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres, na sigla em inglês) reiterou o ceticismo das vítimas sobre os números reportados pela própria igreja. Ele disse ser ingênuo acreditar que uma instituição que encobriu abusos e protegeu seus membros por tanto tempo iria, de repente, ser honesta e comunicativa.

Ainda segundo o relatório, das denúncias divulgadas em 2009, seis envolveram crianças com menos de 18 anos em 2009. Um oitavo das denúncias feitas no ano passado se mostraram infundadas ou falsas até o final do ano.

O número de culpados caiu 32%, para 286. A maioria já morreu, não pertence mais à igreja, foram suspensos ou estão desaparecidos, segundo o relatório.

Os valores gastos pela igreja americana também caíram. Dioceses e suas seguradoras pagaram em 2009 US$ 104 milhões (R$ 185,5 milhões) em acordos, honorários de advogados e outros custos ligados a abusos. Em 2008, o valor gasto foi US$ 376 milhões, cerca de R$ 670 milhões.

Os acordos somaram US$ 55 milhões (R$ 98 milhões) em 2009, contra US$ 324 milhões (R$ 578 milhões) em 2008.

Os seguros cobriram cerca de um terço dos custos das dioceses, seguindo a tendência de anos anteriores.


CRISE NA EUROPA

Os casos de pedofilia atingiram ainda a Holanda, onde a Igreja Católica recebeu 350 denúncias de pessoas que afirmam ter sofrido abusos sexuais por parte de membros do clero entre os anos 50, 60 e 70.

Na Suíça, foi confirmada esta semana a prisão de um padre suspeito de ter cometido abusos sexuais contra crianças. A Igreja Católica suíça disse estar investigando cerca de dez acusações de abusos por clérigos, colocando a Suíça na lista de países europeus afetados pelo escândalo.

Na semana passada, na Áustria, a imprensa local noticiou casos de abusos cometidos em dois institutos religiosos nas décadas de 1970 e 1980.

A Igreja Católica da Irlanda foi criticada por ocultar, segundo relatório de uma investigação oficial publicado em novembro passado, os abusos sexuais cometidos por padres da região de Dublin envolvendo centenas de crianças durante várias décadas.


O documento, de mais de 700 páginas, fala sobre a atitude da hierarquia católica no arcebispado de Dublin entre os anos 1975 a 2004. Acusa, principalmente, quatro arcebispos por não terem denunciado à polícia que sabiam dos abusos sexuais, cometidos a partir dos anos 60. 




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Publicado Por Elias Alves - Fonte: Folha Online Via OGalileo

Hindus proíbem distribuição de material cristão e ameaçam pastor

INDIA: No dia 15 de março de 2010, a polícia foi até a catedral de Karwar (cidade costeira em Karnataka, Índia), e alertou o líder da igreja a parar de distribuir impressos cristãos e materiais que contenham referências cristãs, alegando que eles “ofendem o hinduísmo” e seus seguidores.

Esse é mais um exemplo dos incidentes que mostram a considerável deterioração do respeito pelos direitos humanos e pela liberdade religiosa no Estado de Karnataka.

No dia 5 de março de 2010, um grupo de hindus tentou enterrar um corpo em um cemitério cristão, usando rituais hindus. Quando o pastor local pediu para eles interromperem a “cerimônia”, eles o agrediram.

A agressão continuou no domingo, quando o grupo não permitiu que o pastor realizasse um culto. Eles disseram que tomariam o templo e o transformariam em um salão público. Uma organização interferiu para socorrer o pastor.


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Postado por Elias Alves - Fonte: All India Christian Council

terça-feira, 23 de março de 2010

Paquistão: Casal cristão é torturado por não abandonar sua fé

Arshed Masih, 38, ainda luta por sua vida no hospital Família Sagrada em Rawalpindi, próxima à capital do Paquistão. Com a ajuda da polícia, extremistas muçulmanos o queimaram vivo por não se converter ao islamismo, e abusaram sexualmente de sua esposa. O incidente ocorreu em frente a uma delegacia de polícia.

Em 2005, Masih e sua esposa começaram a trabalhar com um empresário muçulmano, ele como motorista, ela como empregada de sua esposa. Recentemente, os dois desagradaram o empregador por insistirem em permanecer cristãos.

Durante o incidente, Martha, a esposa de Masih, “foi violentada pelos agentes da polícia”, fontes afirmam. Os três filhos do casal, de 7 a 12 anos, foram forçados a assistir seus pais sendo brutalizados.

“Agora, Masih e sua esposa estão sendo tratados no hospital. Ele está em péssimas condições, pois 80% do seu corpo está queimado”. Os funcionários do hospital declaram que, com esse tipo de queimaduras, a vítima provavelmente não sobreviverá.

No domingo, o governo de Punjab anunciou uma investigação sobre o que aconteceu. “A questão será investigada e os culpados serão presos”, afirma o Ministro da Lei em Punjab, Rana Sanaullah.

O casal cristão morava com os filhos na região liderada pelo sheikh Mohammad Sultan, em Rawalpindi. Em janeiro, os líderes religiosos e o sheikh ordenaram que Arshed e sua família se convertessem ao islamismo. Quando ele recusou, o ameaçaram, dizendo que ele sofreria “graves consequências”. 

Arshed tentou pedir demissão, mas o empresário disse que o mataria se ele fosse embora.


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Postado por Elias Alves no Missões Peru – Fonte:
AsiaNews

sábado, 20 de março de 2010

Rebeldes da Somália se unem na internet

NAIRÓBI  - Grupos rebeldes armados na Somália estão usando a Internet para arrecadação e recrutamento, e eles conseguem ter melhores resultados pela Web do que no mundo real, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório do Grupo de Monitoramento da ONU para a Somália também destacou como os rebeldes usam a Internet para divulgar informações sobre como fazer bombas e normas religiosas.

O documento citou um evento de arrecadação de três dias, ocorrido em maio de 2009 e um fórum online de março de 2009 que contaram com a presença de membros de alto escalão de dois principais grupos rebeldes, al Shabaab e Hizbul Islam, que lutam contra o governo do presidente Sharif Ahmed, que por sua vez conta com apoio do Ocidente.

"Al Shabaab e Hizbul Islam conduziram, com frequência, fóruns em conjunto, conseguindo alcançar um grau ainda maior de cooperação na Internet do que no mundo real", diz o relatório.

Al Shabaab lançou na Internet durante duas semanas um chamado para receber doações para seus combatentes em agosto de 2009, que atraiu milhares de participantes da diáspora somali, além de outros líderes de grupos rebeldes regionais, segundo o relatório.

Os participantes do fórum doaram mais de 40 mil dólares durante o evento, em que líderes discursavam sobre as dificuldades enfrentadas por combatentes e suas famílias.

"A Internet continua tendo um papel importante na propaganda, no recrutamento e na arrecadação de grupos armados somalis", afirmou o grupo de monitoramento.


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Postado Por Elias Alves no Missões Peru - Fonte: INFO Online

Cristão é solto após três anos na prisão no Vietnã

Um importante padre católico foi liberto da prisão em Hanoi, após três anos de confinamento na solitária. O padre de 63 anos sofreu dois derrames na prisão, que o deixaram parcialmente paralisado.

A liberação do padre aconteceu após uma campanha internacional feita a seu favor, na qual a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) estava envolvida. A campanha foi liderada pelo grupo norte-americano Freedom Now, e incluiu uma declaração de 37 senadores dos EUA pedindo que o presidente do Vietnã soltasse o padre Nguyen Van Ly. Apesar das ações feitas nos últimos meses, a notícia chegou apenas na segunda-feira pela manhã.

O padre Ly era defensor dos direitos humanos desde os anos 70, realizando campanhas pela liberdade religiosa, democracia liberdade de imprensa. No total, ele passou mais de 15 anos na prisão.


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Postado por Elias Alves no Missões Peru – Fonte:
Christian Solidarity Worldwide

sexta-feira, 19 de março de 2010

Especialista da ONU denuncia torturas e violações dos Direitos Humanos na Coreia do Norte

Durante seis anos, o tailandês Vitit Muntarbhorn, relator da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, foi “a voz daqueles que não têm voz”. Na segunda-feira (15), esse professor de direito da Universidade de Bancoc, cujo mandato termina em junho, esteve em Genebra para a 13ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, para apresentar seu relatório.

E mais uma vez soar o alarme diante dos abusos na Coreia do Norte, classificados como “flagrantes e endêmicos”, avaliando que “a situação só piora”. Ele descreve a Coreia do Norte como uma grande prisão, um “Estado do medo”, onde, segundo ele há pelo menos seis “gigantescos campos para os prisioneiros políticos e suas famílias”. Uma especialista da Human Rights Watch, Kay Seok, calcula que eles são cerca de “150 mil a 200 mil”, em uma população de 24 milhões. Torturas, punições coletivas e execuções públicas são comuns.

O regime, diz ainda Muntarbhorn, utiliza “os recursos nacionais para benefício exclusivo da elite dirigente e da nuclearização do país. Em 2009, Pyongyang acrescentou à Constituição as palavras ‘direitos humanos’, mas esse mesmo texto consagra a ‘Songun’ [política de ênfase militar]”. Durante esses anos, ele foi proibido de entrar em território norte-coreano. Mas ele percorreu os países vizinhos, Coreia do Sul, Mongólia e Japão, reunindo as informações oficiais e as de ONGs. Ele conversou com cerca de cem refugiados norte-coreanos.

 “Programa nuclear”

“Ainda tenho na memória o rosto de alguns”, confessa. Como o de crianças que contavam como eram obrigadas a assistir a execuções ou a trabalhar em campos. Ou ainda o de mulheres que sofriam de “traumatismos múltiplos”. “A maioria havia pago a intermediários para fugir. Elas foram vítimas de casamentos forçados, prostituição e estupro”, conta, avaliando que “a questão dos refugiados continua sendo muito delicada”. A repressão contra os refugiados norte-coreanos, expulsos por alguns Estados como a China, aumentou. “Seis anos atrás, eles eram condenados a uma pena de reeducação; agora, são colocados na prisão, assim como suas famílias”, diz.

Quanto à escassez de alimentos, ela continua sendo de “extrema gravidade”, segundo Vitit Muntarbhorn. Além das más colheitas de 2009 e da pouca ajuda do Programa Alimentar Mundial (PAM), destinada a 2 milhões de pessoas (em vez dos 6,2 milhões previstos inicialmente), o especialista assinala a responsabilidade de Pyongyang, que “destina grande parte de seus recursos ao seu programa nuclear”, e impede que as necessidades da população sejam providas. “Entre 2000 e 2004 o governo permitiu o nascimento de um setor não-estatal de pequenas propriedades”, lembra.

Em 2005 ele voltou atrás. Os mercados foram fechados. As mulheres com menos de 49 anos eram proibidas de fazer comércio, e os agricultores eram obrigados a entregar parte de sua produção aos militares, sendo que no fim de 2009 uma desvalorização da moeda nacional, o won, resultou em uma forte alta no preço dos alimentos.

“Quem, nessas condições, pode proteger a população norte-coreana?”, se pergunta Muntarbhorn, pleiteando para que seja renovado o mandato de relator especial que ele deixa vago, e para que o Conselho de Segurança da ONU ou o Tribunal Penal Internacional tomem conta da questão.


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Postado por Elias Alves - Fonte: UOL

terça-feira, 16 de março de 2010

A Maravilhosa Mensagem da Cruz


Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.” Jo 19:17-18 

Parte das igrejas evangélicas brasileiras tem pregado um evangelho muito diferente do evangelho da Bíblia. Em dias tenebrosos como os nossos, muito se tem falado sobre vitória, bênçãos e prosperidade, contudo, quase não ouvimos mais pregações sobre a centralidade da Cruz. O pastor anglicano John Stott acerta vez afirmou que um dos mais graves equívocos da igreja evangélica é querer um cristianismo sem cruz.

Caro leitor, a cruz de Cristo deve ser a nossa mensagem central. A morte do Cordeiro que tira o pecado do mundo deve ser a nossa proclamação. O sangue justo derramado na cruz a favor dos eleitos deve ser a nossa ênfase principal. A cruz é o centro da história do mundo. A encarnação de Cristo e a crucificação de nosso Senhor são o centro ao redor do qual circulam todos os eventos de todos os tempos.

Como bem afirmou John Stott, qualquer pessoa que investigue o cristianismo pela primeira vez ficará impressionada pelo destaque extraordinário que os seguidores de Cristo dão a sua morte. No caso de todos os outros grandes líderes espirituais, a morte deles é lamentada como fator determinante do fim de suas carreiras. Não tem importância em si mesma; o que importa é a vida, o ensino e a inspiração do exemplo deles. Com Jesus, no entanto, é o contrário. Seu ensino e exemplo foram, na verdade, incomparáveis; mas, desde o princípio, seus seguidores enfatizaram sua morte. Além disso, quando os evangelhos foram escritos, os quatro autores dedicaram uma quantidade de espaço desproporcional à última semana de vida de Jesus na terra – no caso de Lucas, um quarto; de Mateus e Marcos, cerca de um terço; e de João, quase a metade.
Oh! Quão maravilhosa é a mensagem da Cruz! Como diz a clássica canção:"Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar."

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Postado Por Elias Alves - Fonte: blog do 
Renato Vargens

Católicos alemães pedem saída do Papa após casos de abuso sexual contra menores

O movimento católico progressista alemão Iniciativa Igreja de Baixo (IKvU, na sigla em alemão) pediu a saída do papa Bento XVI em decorrência dos recentes casos de pedofilia surgidos na Alemanha e que envolvem religiosos do país.

"Seria um gesto purificador se [Joseph] Ratzinger dissesse: 'sou um obstáculo a uma purificação da Igreja. Me demito'", declarou o diretor do movimento, Bernd Goehring, segundo informações do jornal Financial Times Deutschland.

Entre as críticas citadas pelo religioso estava o caso surgido na sexta-feira, no qual um padre pedófilo foi transferido para Munique na época em que Bento XVI era arcebispo de Munique e Freising, tendo continuado a exercer seu trabalho pastoral na região.

O então vigário-geral da arquidiocese, Gerhard Gruber, que atualmente possui 81 anos, assumiu toda a responsabilidade sobre a questão, afirmando que a decisão de transferir o padre acusado de abusos sexuais contra menores partiu unicamente dele.

Uma nota divulgada no site do arcebispado dizia que o Papa ordenou somente que o sacerdote fosse acolhido em uma casa paroquial para fazer terapia, e que foi Gruber, "afastando-se desta decisão", quem o designou sem limitações a uma paróquia de Munique.

Para Goehring, a admissão do ex-vigário-geral é uma manobra tática. "Do nosso ponto de vista, é uma questão de responsabilidade moral", informou ele.

Ontem, o padre envolvido no caso, identificado como Peter H, foi contestado por alguns fieis da paróquia de Bad Tölz, na região da Baviera.

Atualmente com 62 anos, o religioso foi transferido em 1980 da diocese de Essen, na Renânia do Norte-Vestefália, onde cometeu violências contra menores. Ele continuou a abusar de crianças após a transferência e foi condenado a 18 meses de prisão em 1986.

H recebeu o cargo de pároco de Bad Tölz em 2008, mas os fieis souberam de seus antecedentes somente após a denúncia feita pelo jornal Süeddeutsche Zeitung. Como ele não celebrou a missa dominical, alguns fieis se manifestaram querendo saber onde o sacerdote estava; outros protestaram e houve aqueles que deixaram a Igreja durante o confronto.

Também recentemente surgiram denúncias de abusos sexuais cometidos durante os anos 1970 e 1980 em escolas jesuítas alemãs, além de suspeitas no coro da catedral de Regensburgo, que foi dirigido pelo irmão do Pontífice, Georg Ratzinger, durante trinta anos.

Em referência aos casos de pedofilia, o vice-presidente do parlamento local, Wolfgang Thierse, membro do Comitê Central dos Católicos Alemães, declarou que "a credibilidade da Igreja está vacilando de modo muito grave" e pediu "maior honestidade" a Bento XVI.

"A consternação dos crentes é enorme", disse o congressista a uma emissora pública, dizendo-se favorável ao relançamento do debate sobre o celibato. Segundo ele, "a Igreja deve ser mais honesta e severa consigo mesma e isto vale também para o Papa".


*** Publicado por Elias Alves - Fonte: Ansa